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domingo, 3 de abril de 2011

Décima Sexta Carta: Somos nós.

"Depois que a noite feliz acaba, depois que a canção cessa, depois que a bandeira desce, depois que a história é findada, de repente, tudo muda. Você resolve tacar todas as verdades, cruas, na minha cara. Você decide que vai me tratar como um qualquer um. Simplesmente, depois que você se foi, levando seu sentimento junto, a única coisa que restou foi o meu sentimento... mas um amor não é feito de um que ama. Por que, tão veemente e do nada, você decide me congelar a face com todas as verdade arremessadas de sua boca. Isso só começou depois que você se foi? Ou o amor me torna cego demais para não ter visto isso antes? Não, o amor não tem culpa. O amor é sem querer. Ninguém ama querendo, simplesmente mirando em quem quer amar. O amor pode demorar a se despertar, ou não. Pode ser repentino. Mas ele não tem culpa. Ele é doce demais para tornar as verdades tão amargas, tão tristes. Se não é o amor que está fazendo isso, quem será? Não sou eu, não é você. Somos nós. Nem um nem outro, os dois. Pois quando juramos amor um ao outro, esse amor nos selou como um só. Se é culpa minha, é sua também. Se é culpa sua, é só minha. Pois eu tomarei-a para mim, tornar-lhe-ei imaculada. Mas por que isso de repente? Por que me tacar as verdades assim?"

Cartas Diretas, obrigado.
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