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domingo, 11 de dezembro de 2011

Quadragésima Quinta Carta: Poema de Tinta II

"Em algum lugar a nossa música é tocada,
ao som de um violão e uma flauta doce.
Sentados sobre o gramado,
abaixo dos pés, um penhasco.


Eu sentia o calor das suas mãos.
Você sorria, contando da nossa vida,
me lembrando do que passamos
enquanto ríamos.


Me lembrou dos nossos planos,
das nossas escolhas difíceis,
do SIM sobre o altar,
e do NÃO perante a briga.


Me mostrou o quão bom foi
viver ao meu lado.
Mesmo que uma hora
eu tenha vacilado.


Agora me mostra o que
tivemos sentido um pelo outro,
o que construímos junto:
nosso sonho em Outubro.


Ao menos você soube
me prometer o que amor
nenhum prometeu:
saber viver os dias
esperando aquele
abraço teu.


O som da nossa música
me faz lembrar aquele sonho,
aquela promessa,
num dia de Primavera.


Nossos dias chegavam,
e logo iam sem delongas.
Nosso amor era sincero,
protegido num cubo de gelo singelo.


O flautista conduzia o passo
da dança sobre o gramado.
Enquanto apaixonados estão,
amando-se no Verão.


E sentíamos o proibido,
quando o vento da
noite chegava e anunciava
a própria chegada.


O casal ainda dançava
independente do luar incerto,
beijavam-se apaixonados,
no início do Inverno.


E enquanto se olhavam,
enquanto dançavam
e riam, as estações passavam
e os dois envelheciam."

Você sabe que...
que é pra você
Cartas Diretas,
obrigado.
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