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domingo, 11 de dezembro de 2011

Quadragésima Segunda Carta: Prometo que logo III

"Só de vê-la estar aí, meu coração bate forte, acelera desesperadamente em saber que é você. E aí todos os sentimentos ruins quem me tornam uma pessoa triste se dissipam quando penso - e quero - estar nos seus braços. Abertos, eles me servem de abrido, um ponto de refúgio da minha própria consciência. A necessidade de reencontrar algo que jamais toquei, vi, senti... Talvez... mas não com tanta clareza, tanta sensações. E eu desenho você na minha cabeça, cada curva em minha mente. Então, a cada noite pedirei à mim mesmo: "Não a abandone". Vou prometer a mim mesmo que estaremos juntos. E é nessa vontade que construo meu barco voador e afirmo que não volto mais pra casa, pois tudo o que aconteceu até aqui foi o melhor possível. Estou indo à sua direção - espero. Mas prometo que logo estaremos juntos, nos abraçando. Prometo que logo sentiremos o calor da alma um do outro e os batimentos cardíacos serão um só. Prometo que logo as carícias serão mais intensificadas. Prometo que não me permitirei partir enquanto não lhe encontrar. Prometo que logo cumpriremos tudo que prometemos um ao outro: filhos, casa, momentos... E aí sim eu poderei dizer que a distância nunca me vencerá, mas agora ela está sendo a pior descrição da dor. Entretanto, cabe a nós fazer o possível para sermos felizes e estarmos juntos. Prometo, enfim, que o 'logo' deixará de existir e dará o lugar para o 'para sempre'. Aí será eterno, como queremos."

Cartas Diretas,
obrigado.
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