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domingo, 11 de dezembro de 2011

Quadragésima Terceira Carta: Quando ela fala.

"Bailei no ar, com um giro inquieto:
- Por que te amo calado?
Sei que amor não é ter a perfeição do teu corpo,
é ter o realce de cada defeito teu ao meu lado.

Pudesse eu tê-la aqui,
pois não sei se pensa em mim.
Amor galante esse que me engana
Amor galante é assim.

Dói permanecer separado,
E neste instante, calado.
Teu amor me alça ao céu
Onde as mais belas andorinhas alcançam.

Quero te ver,
nem que seja num lugar azado,
Mas honro-me tocá-la
Sabê-lo-ei crer na tua inocência.

Menina-anjo
Leva-me ao céu
Menina-anjo,
Mostra-me teu rosto angelical.

Tua divina face que até o Sol,
com sua rutila capela, brilhante auréola,
inveja o brilho de teus olhos:
- Dái-me, ó Deus, o brilho desta aréola.

Aréola que rodeia a Lua
Luminosa que baila atrevida
Mas que também ti inveja,
pela graça da tua vida."

Cartas Diretas, 
obrigado.
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